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28Ago
Criança deitada para receber a vacina contra sarampo

Vacina contra sarampo: saiba tudo sobre a tríplice viral

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Antes da introdução da vacina contra sarampo no ano de 1963, e sua posterior utilização em larga escala, epidemias importantes ocorriam a cada dois a três anos. Ao todo, estimavam-se 2,6 milhões de óbitos a cada ano por esta doença. Com o surgimento da vacina tríplice viral, a enfermidade pode ser combatida e evitada, principalmente em crianças. No entanto, alguns surtos da doença estão ocorrendo no Brasil e trouxeram de volta a importância de debater esse assunto na sociedade. Continue a leitura e saiba mais!

Sarampo: a doença por trás dos surtos no Brasil

vacina contra sarampo - criança com o corpo repleto de manchas

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e transmitida por meio de secreções expelidas ao tossir ou espirrar, pelo contato direto com secreções nasais ou da orofaringe e, pelo contato pessoal próximo. O período de incubação varia de 6 a 21 dias.

O período de transmissão através de uma pessoa infectada é de 4 dias antes do surgimento da erupção cutânea e até 4 dias após o surgimento do exantema. O vírus permanece viável no ar ou em superfícies infectadas por até 2 horas.

Risco grave para crianças pequenas

Em algumas partes do mundo, o sarampo é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

A doença pode acometer pessoas de qualquer idade. Uma ou mais complicações ocorrem em aproximadamente 30% dos casos de sarampo. A diarreia é a complicação mais comum. A maioria das mortes ocorre devido a complicações do trato respiratório ou encefalite. A otite média ocorre em 5% a 10% dos casos e é mais comum em indivíduos mais jovens.

O risco de complicações aumenta nos países em desenvolvimento, onde a taxa de letalidade varia de 4% a 10%.

A ocorrência de surtos ao redor do mundo

O aumento no número dos casos de sarampo tem sido um fenômeno global.

No mundo, no ano de 2017, houve 110.000 mil óbitos por sarampo. A maioria em crianças abaixo de 5 anos de idade, apesar da disponibilidade de uma vacina segura e eficaz.

Na Europa, de janeiro a dezembro de 2018, mais de 80.000 pessoas em 47 dos 53 países do continente contraíram a doença.

O número de casos de sarampo em 2018 triplicou em relação a 2017. Aliás, foi 15 vezes maior em comparação ao número de casos reportados em 2016.

E no Brasil?

O Brasil não registrava casos autóctones desde o ano 2000. Entre os anos de 2013 e 2015, ocorreram dois surtos, um no Ceará e outro em Pernambuco, ambos a partir de casos importados. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Entretanto, em 2018, o sarampo ressurgiu de forma preocupante nos Estados do Amazonas, Roraima e Pará, associado à migração dos venezuelanos.

O retorno do sarampo também voltou a preocupar os órgãos de Saúde Pública das cidades do estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. Até julho de 2019, ocorreram cerca de 500 casos da doença em 25 municípios do Estado de São Paulo. Os casos foram provavelmente secundários a casos importados de outros países como a Noruega, Malta e Israel.

Importância da vacina contra sarampo

Para evitar a expansão dos casos de sarampo no Brasil, é importante que a cobertura vacinal no país esteja acima de 95%. Portanto, dentre as principais causas do aumento do número de casos, destacam-se:

  • baixa cobertura vacinal;
  • medo de reações adversas;
  • desconhecimento dos calendários de vacinação para as diversas faixas etárias;
  • grupos anti-vacinas;
  • presunção de que a doença esteja controlada;
  • políticas de saúde pública precárias;
  • movimentos populacionais migratórios por diversas causas também contribuem.

Vacina tríplice viral no Brasil

Bebê recebendo a vacina contra sarampo

Imunização de crianças

No Brasil, a vacina contra sarampo, a caxumba e a rubéola, denominada tríplice viral, é combinada de vírus vivo atenuados. Ela deve ser administrada aos 12 meses de idade e uma segunda dose aos 15 meses. É considerada protegida a criança que tenha recebido duas doses da vacina após 1 ano de idade.

Em situações de risco, como surtos ou exposição domiciliar ao sarampo, é possível antecipar e vacinar crianças imunocompetentes de 6 a 12 meses de idade. Entretanto, esta dose não deve ser contabilizada para proteção a longo prazo. Além disso, duas doses após o primeiro ano de vida ainda serão necessárias.

Imunização de adultos

O esquema vacinal para os adultos consiste em aplicar duas doses para os que ainda não receberam nenhuma dose da vacina ou que desconheçam seus antecedentes vacinais. Ademais, deve-se aplicar uma dose para aqueles indivíduos que já receberam uma dose previamente. O intervalo mínimo de 30 dias entre as doses precisa ser respeitado.

A eficácia da vacina contra sarampo, naqueles que recebem duas doses, é de aproximadamente 99%. No entanto, os títulos de anticorpos podem diminuir com o tempo. Até o momento não existem dados convincentes para recomendar uma terceira dose de rotina da vacina tríplice viral para a prevenção especificamente do sarampo.

Contraindicações

A tríplice viral, vacina contra Sarampo, caxumba e rubéola, está contraindicada nos seguintes casos:

  • gravidez;
  • imunodeprimidos;
  • crianças com menos de seis meses de idade.

Agora que você já conhece a importância da vacina contra sarampo, não deixe de se vacinar! A Prevcenter, clínica de vacinação particular, fornece a imunização com a tríplice viral nas unidades da Barra da Tijuca, Copacabana e Ipanema.

Se você gostou da nossa informação, não deixe de conferir nosso blog! Lá, publicamos artigos esclarecedores quanto a área da saúde e afins. Acesse os links e veja como se prevenir do sarampo, sintomas da gripe e como se prevenir da pneumonia comunitária.

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