Febre Amarela

O que você precisa saber sobre a vacina

Quem deve ser vacinado?

  • Pessoas de 9 meses a 59 anos de idade.
  • Pessoas acima de 60 anos após avaliação risco versus benefícios.

Quem não deve ser vacinado?

  • Crianças abaixo de 6 meses de idade.
  • Portadores de imunossupressão secundária à doença ou terapias.
  • Pessoas que fazem uso de quimioterapia, radioterapia, corticóide em doses elevadas, medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença.
  • Aqueles com reação alérgica grave ao ovo.
  • Pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina.
  • Pacientes com história pregressa de miastenia gravis ou timoma.

Efeitos adversos mais comuns

  • Dor de cabeça.
  • Dor no local da aplicação.
  • Mal-estar.
  • Mialgia.

Mais informações

O período de incubação, ou seja, o tempo entre a infecção pela picada do mosquito e o aparecimento do quadro clínico, varia em média entre 3 e 6 dias, podendo ser de até 10 a 15 dias. O período de transmissibilidade, ou seja, o tempo em que um indivíduo com febre amarela possui vírus no sangue e pode infectar um mosquito vetor se for picado vai de 24 a 48 horas antes até 3 a 5 dias após o início dos sintomas.

O mosquito infectado transmite o vírus por seis a oito semanas. O espectro clínico da febre amarela pode variar desde infecções assintomáticas até a quadros graves e fatais. O quadro clínico clássico caracteriza-se pelo surgimento súbito de febre alta, geralmente contínua, cefaléia intensa, inapetência, náuseas e mialgia. Nas formas leves e moderadas os sintomas duram cerca de dois a quatro dias e são aliviados com o uso de sintomáticos, antitérmicos e analgésicos, e ocorrem em cerca de 20% a 30% dos casos.

As formas graves e malignas acometem entre 15% a 60% das pessoas com sintomas que são notificadas durante epidemias, com evolução para óbito entre 20% e 50% dos casos. Na forma grave, cefaleia e mialgia ocorrem em maior intensidade, acompanhadas de náuseas e vômitos frequentes, icterícia e pelo menos oligúria ou manifestações hemorrágicas, como epistaxe, hematêmese e metrorragia. Classicamente os casos de evolução maligna podem apresentar um período de remissão dos sintomas de 6 a 48 horas entre o 3º e 5º dias de doença, seguido de agravamento da icterícia, insuficiência renal e fenômenos hemorrágicos de grande monta.

Recentemente, decorrente do grande número de casos notificados de febre amarela no Brasil, e com a ocorrência de casos também em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde definiu novas áreas de recomendação de vacinação. Portanto, a vacina contra a febre amarela também está indicada para a população do Rio de Janeiro, entre 9 meses e 59 anos de idade. Embora raro, está descrito risco aumentado de eventos adversos graves na primovacinação de indivíduos maiores de 60 anos. Nessa situação deve-se avaliar risco versus benefício.

A vacina está recomendada em dose única, a partir de 9 meses de vida para residentes ou viajantes para áreas de vacinação. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais, devendo a vacinação ser feita até dez dias antes de viagens. A indicação de uma segunda dose da vacina, especialmente para crianças vacinadas antes de 2 anos de idade, não é consensual, mas deve ser considerada de acordo com o risco epidemiológico e pela possibilidade de falha vacinal à primeira dose.

Recomenda-se que crianças menores de 2 anos de idade não recebam as vacinas febre amarela e tríplice viral no mesmo dia. Nesses casos, e sempre que possível, respeitar intervalo de 30 dias entre as doses.

A vacinação é segura, garante proteção prolongada e é a forma mais eficaz de prevenção contra a febre amarela. Esta vacina está contraindicada nas pessoas em uso de medicação corticóide em altas doses, alergia verdadeira à proteína do ovo, imunossuprimidos, gestantes e crianças que fizeram outras vacinas de vírus vivo atenuado nos últimos 30 dias (tríplice viral e varicela).

Pontos importantes

  • O Ministério da Saúde definiu novas áreas de recomendação de vacinação.

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