Meningite Meningocócica ACWY
A cada ano, cerca de 500.000 casos de doença meningocócica ocorrem em todo o mundo causando em torno de 50.000 mortes. As vacinas conjugadas contra a meningite meningocócica causada pelos sorogrupos ACWY devem, sempre que possível, ser a opção de preferência devido a sua maior abrangência. As vacinas conjugadas contra a meningite ACWY-CRM, conhecida internacionalmente como Menveo, e ACWY-TT, conhecida internacionalmente como Nimenrix, estão recomendadas em esquema de três (3, 5 e 7 meses) ou de duas doses (3 e 5 meses), respectivamente. Para ambas as vacinas está indicado um primeiro reforço entre 12 e 15 meses de idade; outros reforços estão recomendados entre 5 e 6 anos e aos 11 anos de idade decorrente da perda rápida de proteção. O uso da vacina ACWY-D, conhecida internacionalmente como Menactra, está indicado somente a partir dos 9 meses de idade. Crianças com esquema vacinal completo com a vacina Meningite C, conhecida internacionalmente como Menjugate, podem se beneficiar de uma dose adicional da vacina MenACWY a qualquer momento, respeitando-se um intervalo mínimo de 1 mês entre as doses. Esta vacina também está recomendada para os adolescentes de 11 anos de idade com reforço aos 16 anos para aqueles que não foram vacinados na infância. Ela também pode estar indicada para os adultos e idosos, dependendo da situação epidemiológica. As pessoas, de qualquer idade, com doenças que aumentem o risco para a doença meningocócica e os viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença também devem vacinar.
A doença pneumocócica, em particular a pneumonia pneumocócica, é um problema grave de saúde pública responsável pelo óbito de 1,6 a 2,0 milhões de pessoas a cada ano no mundo; metade dos óbitos ocorrem nas crianças e adolescentes, e o restante nos adultos e idosos. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention estimam-se 150.000 hospitalizações anualmente nos EUA devido a complicações de pneumonia pneumocócica; 1 em cada 20 evoluem para o óbito. A pneumonia pneumocócica é uma das principais causas de internação hospitalar nas pessoas com mais de 50 anos de idade. A PREVCENTER, recomenda o uso preferencial da vacina pneumocócica conjugada 20-valente ou da vacina conjugada 15-valente para as crianças pois elas conferem uma proteção mais ampla em relação a vacina 10-valente. No primeiro ano de vida está recomendado o esquema 3+1: três doses no primeiro ano de vida administradas aos 2, 4, e 6 meses de idade e uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de vida. As crianças saudáveis com esquema completo com a vacina conjugada 10-valente podem receber uma dose adicional da vacina conjugada 20-valente ou da vacina conjugada 15-valente, até os cinco anos de idade, com o intuito de ampliar a proteção. Para crianças a partir de 2 anos, adolescentes e adultos portadores de condições de maior risco para doença pneumocócica invasiva recomenda-se o uso de uma dose da vacina pneumocócica conjugada 20-valente; caso a vacina conjugada 15-valente seja utilizada, o esquema sequencial com a vacina polissacarídica 23-valente está indicado. Recentemente, em outubro de 2024, o Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunizações (ACIP) nos Estados Unidos da América recomendou a vacinação contra a doença pneumocócica de rotina para todos os adultos a partir dos 50 anos de idade.
Hexavalente / Pentavalente
A vacina hexavalente é composta pelas vacinas tríplice acelular, antipoliomielítica com vírus inativados, hemófilus do tipo b e contra a hepatite B. Já a pentavalente é composta pelas vacinas tríplice acelular, antipoliomielítica com vírus inativados e hemófilus do tipo b. Estas vacinas reduzem o número de injeções e consequentemente, o desconforto da aplicação. Previnem difteria e coqueluche, além de poliomielite, meningite, pneumonia e diversas outras doenças. A vacinação está indicada para crianças.
A infecção pelo rotavírus é uma causa importante de gastroenterite viral grave nas crianças. No Brasil, duas vacinas contra rotavírus estão licenciadas: a vacina monovalente em esquema de duas doses (idealmente aos 2 e 4 meses de idade) e a vacina pentavalente em esquema de três doses (idealmente aos 2, 4 e 6 meses de idade); esta última disponível somente na rede privada. Para ambas as vacinas, a primeira dose pode ser feita a partir de 6 semanas de vida e no máximo até 3 meses e 15 dias, e a última dose até 7 meses e 29 dias. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Se a criança cuspir, regurgitar ou vomitar após a vacinação, não repetir a dose. Estas vacinas não devem ser utilizadas em crianças hospitalizadas. Na suspeita de imunodeficiência ou recém-natos cujas mães fizeram uso de biológicos durante a gestação, estas vacinas podem estar contraindicadas e seu uso deve necessariamente ser avaliado pelo médico.